Estas são as mãos que fazem nascer o pão da vida. Literalmente. São as mãos que amassam a dor e aquecem as alegrias que os dias trazem. São as mãos que ouvem e que calam. Que querem mais, que pedem e agradecem o bom que já tiveram. Estas são as mãos de uma mulher do campo, que dedicou a vida ao pão, à agricultura e ao amor que traz no peito. As mãos da D. Odete, que é a próxima entrevistada do Mãos de Conversa.
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maio 25, 2015
março 19, 2015
Histórias sem papel: O Sr. Abrunhosa

Há muito que não publicava uma História sem papel. O tempo não tem sido muito e ouvir as pessoas, para poder contar as suas histórias através de fotografias, requer atenção. Felizmente, e como referi no post anterior, faço parte de um projecto onde as pessoas são o principal, que tem por nome Mãos de Conversa.
agosto 04, 2014
Histórias sem papel: a avó Alice
É sempre complicado falarmos daqueles que nos são mais chegados. Seja porque o que sentimos é muito forte ou simplesmente porque é difícil (e tão cliché) descrevê-lo em palavras. A verdade é que nem sempre sabemos o que dizer. Como já referi na primeira história sem papel, há histórias que só se contam em fotografias, quando não há palavras que nos queiram sair da boca. Contudo, esta merece algumas palavras, por me ser tão especial. Esta é a história sem papel da minha avó. A avó Alice.
Nasceu em Angola, na Quibala, província do Kwanza-sul. Angolana de gema, de raíz. Foi na Gabela que conheceu o meu avô e para lá se mudou. Viveu a infância e juventude no país onde nasceu. Apaixonou-se. Casou. Desse casamento nasceram quatro filhos. Em 1975, tiveram de fugir do seu país.
Já há muito tempo que pensava em passar assim uma tarde, no meio de recordações sem fim. E, como de Angola ainda nada ou pouco tinha visto, esta pareceu-me ser a ocasião perfeita. Acredito que não tenha sido fácil. Afinal, a vida, por muito boa que possa ser, nem sempre lhe deu a mão. Mas recordar é mesmo isto. Recordar é viver. É ter perto de nós tempos que não voltam e que parecem bem distantes. É reviver momentos dos quais já nem nos lembrávamos: aventuras e malandrices da juventude; os cunhados, os primos, os tios; a família reunida em piqueniques e idas à praia.
Já há muito tempo que pensava em passar assim uma tarde, no meio de recordações sem fim. E, como de Angola ainda nada ou pouco tinha visto, esta pareceu-me ser a ocasião perfeita. Acredito que não tenha sido fácil. Afinal, a vida, por muito boa que possa ser, nem sempre lhe deu a mão. Mas recordar é mesmo isto. Recordar é viver. É ter perto de nós tempos que não voltam e que parecem bem distantes. É reviver momentos dos quais já nem nos lembrávamos: aventuras e malandrices da juventude; os cunhados, os primos, os tios; a família reunida em piqueniques e idas à praia.
Desde o casamento dos meus avós às longas tranças das minhas tias; desde as fotos do meu pai que me fazem lembrar o meu irmão ao meu tio ainda criança. Tudo num papel que já está meio amarelado pelo tempo que já passou por ele. As únicas memórias palpáveis que trouxeram com eles. E quão bom é ter isto tudo tão perto quando tudo o resto está tão longe.







Estas são as memórias mais bonitas que se podem guardar. A fotografia, sempre tão importante em todos os momentos.
maio 17, 2014
Histórias sem papel: a Teresinha
Demorei a publicar esta história. A edição foi rápida, mas sabia que tinha de vir acompanhada de uma reflexão muito especial. Porque as pessoas especiais merecem isso. Gosto de fotografar as pessoas no seu natural. Na sala onde costumam ler o jornal, na cozinha onde preparam as refeições, no seu dia-a-dia. Para mim, essa é a verdadeira fotografia que eterniza a vida de cada um. Estas Histórias sem papel vêm contar, sem muitas palavras, histórias de vivências e pessoas, no seu natural, através de fotografias. Histórias sem papel, porque uma fotografia vale mesmo mais que mil palavras.
Esta foi uma "mini-sessão" muito espontânea, nem estava sequer combinada. Eu cheguei, perguntei se podia tirar algumas fotografias e, depois de ouvir alguns "não", consegui deixar gravada uma pessoa tão bonita. Esta senhora é uma verdadeira inspiração. Sempre a conheci por Teresinha. Madrinha Teresinha. E sempre a conheci por ser tão ela, incondicionalmente, em qualquer ocasião. Para além dos gatos que vagueiam pela cozinha e pelo jardim e das rugas tão expressivas, esta senhora é ela mesma, sem qualquer inibição. Alguém que me é familiar e que merece uma história contada em fotografias. E aqui está ela.

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