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abril 15, 2015

Sangue do meu sangue


Se há momentos que gosto de fotografar, o estado mais puro de amor é um deles. Quando a vida, ainda pequenina, toma lugar certo nos dias de alguém e o amor passa a ser uma constante. Quando, mão com mão, se agarra o futuro de olhos bem abertos, para não se perder um segundo. Somos seres tão bonitos, que por vezes perco-me na imensidão da nossa essência. Ser humano é muito isto. E eu sou muito feliz a fotografar a felicidade dos outros.

Esta é a última sessão que fiz. Tem muito amor nela e tem sangue do meu sangue.

















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abril 06, 2015

Ser menina e ser mulher


Acredito que todas nós, mulheres, temos uma menina cá dentro. Apesar de todas as exigências diárias que nos são feitas, dos empurrões e abanões que levamos constantemente da sociedade, a menina que habita em nós consegue sempre dar a volta. Porque é elegante, é inocente e tem uma inteligência de fazer inveja. A mulher que há em nós, quando se depara com o mal, ergue a menina que sorri sempre, que chora sem ninguém ver, mas que exalta o melhor que há nela. 

É assim que nos vejo a todas, mulheres, mas também meninas que sabem o que querem, que dão sempre o melhor de si sem pedir muito em troca. Mulheres que carregam pequeninos seres dentro de si, que amamentam. Meninas que se deliciam com o olhar mais terno de retribuição. Meninas e mulheres que todos os dias provam que não são menos que ninguém. Meninas e mulheres que sabem sempre ser quem são, seja onde e como for.

Esta é uma menina mulher que tive o prazer de fotografar. Quero mostrar também as meninas mulheres que há em todas vós.







 


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março 19, 2015

Histórias sem papel: O Sr. Abrunhosa


Há muito que não publicava uma História sem papel. O tempo não tem sido muito e ouvir as pessoas, para poder contar as suas histórias através de fotografias, requer atenção. Felizmente, e como referi no post anterior, faço parte de um projecto onde as pessoas são o principal, que tem por nome Mãos de Conversa.
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fevereiro 28, 2015

Mãos de Conversa


No início do ano, recebi uma chamada de uma pessoa que trago sempre no coração. O desafio era fazer parte de um canal regional, com o nosso próprio programa. Aceitei de imediato o desafio. Novos projectos nunca fizeram mal a ninguém e estava a precisar disso. Seríamos três raparigas a coordenar todos os conteúdos do programa: eu estaria por detrás das câmaras - obviamente - e elas estariam a apresentar. O entusiasmo foi geral e demos o nosso coração para que o programa resultasse. Mãos de Conversa, foi este o nome que acabámos por escolher. Queremos mostrar e fazer ver que tudo aquilo que se vive aqui, no interior, também são histórias bonitas. Temos gente com garra, gente que viveu muito do que há de bom e mau. Gente com vida e que não é mais nem menos do que todos nós: seres humanos.

A primeira entrevista já está gravada e está em modo de edição, mas deixo-vos com algumas fotografias do que acontece por detrás das câmaras. Eu trato da parte fotográfica, pois claro. Estas são as duas meninas que estão comigo neste projecto bonito, que é feito de pessoas e para pessoas, sobre pessoas. Não poderia ser de outra maneira. Podem ver mais sobre o nosso programa no site da Novatv. O que é regional também é muito bom!

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novembro 10, 2014

Fotografar a alma


Cada vez aprecio mais a beleza e intrínseca naturalidade do ser humano. O facto de nascermos e já sermos tanto na vida de alguém. E termos todas as ferramentos para vingarmos connosco. Não sei descrever este meu fascínio pela minha espécie e por seres ainda tão incompletos, mas tão iguais à natureza. Acho que é isto que me faz apreciar tanto a fotografia de retrato. É o espelho da nossa alma. Transparece nitidamente aquilo que estamos a sentir. Não a nossa história ou o que fazemos, mas o que está aos olhos de quem nos quer realmente ver. Os sentimentos que fogem pelo olhar, sem palavras.

Recentemente, fui fotografar um recém-nascido, no dia do próprio nascimento, à maternidade. Um momento que, certamente, nunca me sairá da memória. Descobrir que a vida, afinal, pode valer momentos tão bons quanto estes. Repito-me imensas vezes, mas não me canso. Isto é uma bênção.

A minha mãe uma vez disse-me que «pinto fotografias». Quero acreditar que sim. E que as pinto tal como as sinto.
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outubro 06, 2014

A multidão que há em nós


Costumo pensar para mim mesma que sou uma pessoa de pessoas. Posso ser muito fechada em muitos aspectos, mas sou alguém que gosta de se dar com pessoas. Sou alguém que gosta de fazer mais pelas pessoas. É assim que eu me vejo. E a fotografia tem-me levado a pessoas muito diferentes. No entanto, para mim, as pessoas parecem ser sempre tão iguais que não consigo ver grandes diferenciações. Há diferenças óbvias entre cada um, mas ao que me refiro é a esta natureza que todos trazemos connosco e que é sempre tão igual. O meu "alvo" principal na fotografia são, precisamente, pessoas e ultimamente tenho vindo a fotografar grávidas e bebés. E consigo aperceber-me tão bem do amor que as mulheres trazem dentro de si por seres ainda tão frágeis. É incrível o que o ser humano alberga bem dentro do seu íntimo. Esta capacidade de amar sem limite. E a naturalidade com que tudo se desenrola, sem pudores. Desde o dar de mamar ao mudar a fralda, até às conversas, quase monólogos ainda, com os filhos que carregaram no ventre. Ser humano é ser-se mil coisas e dentro dessas mil coisas ser-se simplesmente humano. 

Tudo isto tem-me ajudado a constatar o quanto eu gosto disto que faço. Por um lado, a vertente do Direito e a esperança de poder vir a fazer mais pelo ser humano. Por outro, a vertente da fotografia, que me deixa assistir ao mais bonito dos espectáculos da vida. E o quanto eu gosto desta diversidade sempre tão igual. Somos tão parecidos que acabamos por nos desigualar nas mais pequenas coisas. E somos tão iguais que nem nos apercebemos disso. Não tenho dúvidas: somos uma multidão dentro de nós.
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agosto 29, 2014

À flor da pele


A saga das coroas de flores continua. Desta vez com uma cara diferente e com uma outra qualidade de flor. De uma tarde descontraída e depois de algum tempo a fazer a coroa de flores são resultado estas fotografias. Se é mais do mesmo? Sim. Mas a verdade é que tenho adorado estes dias menos preenchidos e cheios de inspiração pelo meio. Os amigos são sempre os nossos primeiros cobaias e a A. já faz parte da família. Foi ela que escolheu o título desta mini-sessão e não poderia haver título mais adequado. À flor da pele. Foi assim que tudo aconteceu.


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agosto 27, 2014

Flower Child


Este verão tem tido coisas muito boas. Uma delas é o investimento pessoal que tenho feito na fotografia. Tenho tentado dar mais e fazer melhor. Tenho pensado em temas, procurado inspiração. E estas fotografias que aqui vos deixo são isso mesmo. Inspirei-me nas coroas de flores, fiz uma bem simples, de gipsofila, e fui testá-la para a rua. O resultado foi este. Por caminhos à margem do rio, no meio da natureza, onde me sinto em casa.


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